A borboleta linda, tonta e leve tem amigos incríveis. *blushing*


19Jul09

Entre o que se quer dizer com voz vacilante, a idéia deixaria de ser muito atraente? Piensalo bien


Do something pretty while you can
Don’t fall asleep

Reaja!


Post-it

19Jun09

1. Estamos bem juntos. Quando nos afastamos é que nos desentendemos.


Agora talvez sim um ensaio de uma volta à virtualidade… (www.deixeoquartocomoesta.blogspot.com Julho/2005)

o chamado é questionável, porém desejável… a doçura da morte que se experimenta a cada noite. A lembrança sublime das eróticas do complexo: colocar muitas palavras para o amor…e já não amar.


07Nov08

Manos ávidas quieren tocar el mudo convite.

Ojos castaños, nuestros ojos castaños de perderse.


Declaro que estoy cansada.

Un cansancio ya sentido, pero cuyo dolor es inmemorable, que no puedo quitarlo aunque apague luces y cierre ventanas, porque fluye en mi cuerpo, concentra y expande y me envuelve en esta contracción. Que no puedo escribir y exorcizarlo, tampoco bailar y transformarlo, aunque mis manos sean para ello la extremidad última, única, de tocarlo y revelarlo.

Escribir ha sido mi manera de solidarizarme y reconciliarme con el dolor. El mío. El de otros/as. El de vidas que ignoramos, latente, silenciada. Escribir es mi manera de encerrarlo pero no de despedir el cansancio. Entonces el tierno se vuelve un paso. Impasible, armado. Garras afiladas.

El tiempo se vuelve espera cautelosa de los significados de las intenciones – amar o atacar. Esta postura me cansa, meduele. De ser como los gatos, me vuelvo como ellos, tensión en las uñas, estimado, rico pero no menos salvaje primitivo. Como ellos. pobre y libre. macía y enigmática. Oh, signo!

Y con 7 vidas.  De calcular. De ser macía. De ser libre. De ser linda. De tener esta naturaleza, además de la de mujer. Que alguién una vez me apuntó en mi frente la marca de Caim y me dijo que había sido correspondiente de Sartre. Pero que un extraño se sentara en mi mesa y me hablara estas cosas, me cansó hasta para terminar mi té.

Yo ya sabía de angustia. de delicias, cansancios, y de tener sueño. y pedir disculpas y vivir en un pedazo de cielo como le gusta al diablo.


Tão etérea era, que em algum momento seu tempo a perdeu. Ali deixou de estar. E o vermelho se encobriu de tons marrons e negros e já não era vida ou veludo – sem sangue, sem flores.

Partiu. Partiu-se. Mas ela não era tão hábil, tão sólida… Talvez se se observa de outro ângulo, com a cabeça invertida ao mundo, se veria um brilho, e ao alcançá-lo – fragmento do partir – tomando-o se veria o reflexo que ela deixou: o portador em seu próprio lugar. Tão próprio que ela, invisível, havia que pisar rosas com espinhos, dançar em transe, partir espelhos e sangrar loucura, para ser vermelha.

Seguiria me perguntando se seu signo é ser mulher ou é ser ela. E se meu próprio tempo é sua existência, dos cigarros queimando à extinção sustentados em meus dedos abandonados num gesto. Desde já não recordar o que buscava ou se apenas abandonava e criava distância dos homens. Ser mais lobo que homem. Ser sem importar o que se é. Não morrer como um cão pelo processo, à margem de tanto lixo. Lobo. E não um cão.

Mas ela, descolorida ela. Dramaticamente, ela. Que sabia mais que chover. É tal febre, que vem, atordoa horas ou dias e em algum momento desapercebidamente se vai. Geralmente sua constatação vem ao despertar. Haveria sido isso? Haveria um sonho? A pretty intense one. Nada mais que sonho, por isso tanto cinza, por isso nenhum perfume de suas flores.

Mas ela, diante de quem tudo se tornava lento, e se suspendia por um instante no tempo que parecia eternizar-se, deixou de estar. Nem na nudez sensível de uma menina, moça que passa triste e branca, mignon e castanha, emudecida. Se ela se detivesse em frente a uma folha branca, haveria de despedir-se? Ou não sairia do mergulho em um mundo que a chave era o tão apenas dela cruzar as pernas e perder-se, perder-se tal como estava. De certo pensava muito a não caber em si a liberdade que precisava dançar e arrancar cortinas e abrir torneiras e quebrar espelhos, e arranhar com unhas de sangrar e fazer nos vermos vermelhos. Com o que ela então se pintaria sem extasiar-se, pois era muito o esforço de ser menos invisível, sim, pois ela sabia mais que chover. Que seria isso? Um segredo, uma verdade, uma sentença justa? Sobre quem?

E-tí-li-co. eeeeeeeeee-té-reeeeeeeee-aaaaaaaaaaa. Como uma queda, e se me escapa das minhas mãos. Da minha cabeça. Da minha sanidade. Dos sinais de trânsito. Das portas de segurança. Dos vendedores. Das festas de família. The hour grows late. Nunca está ao meu lado.

E meus olhos estão fundos. E meu pulmão enfermo. E meu copo vazio. Desde que ela partiu e me deixou apenas este fragmento que é meu próprio reflexo. Abandonado desde tempos imemoráveis talvez, ou imemorável é já o tempo que estou aqui. E a correspondência fechada largada no chão rente à porta da entrada por onde a lançam com pressa e não temor de um lobo velho, que tão logo não se nota tomarão por cão.

Não queria lhe lastimar. Nunca lutamos. E penso que nos entenderíamos cada vez que sua maquiagem se borrasse e cada vez que seu cabelo impecável se juntasse no alto da cabeça de medusa e camafeu. A fotografaria muitas mil vezes, com meu olhar e meu vouyerismo, e não dormiria para flagrar e vigiar seu silencio depois de cada dança e de cada dor. Suas experiências de vida, parando o tempo até seu próximo suspiro. Ela calada, e eu emocionado.

Aquela de suas criadoras que foi a patética e nua escreveu que em um alaúde suspenso sinto um aperto que por vezes era o peso de um braço num abraço de quem sabe dormir junto. O que se sente os que sabem entenderem-se juntos? Mas é que um não sabe entender-se com o outro. We’re too much special ones. And silent. And selfish. Não querendo ser como o outro mais que a evidente caricatura que se é. Não é um prazer ser espelho quando te furtes a olhá-los no momento em que sou como um grito teu. Na opacidade é que se é mais ainda uma face do outro. E não nos vemos. Quebrar tudo, e então dormir com quem sabe.

A outra criadora, a ébria e corporativa, falou da morte e suas trapaças e se cansou logo depois do segundo 0,0000000000043 do Big Bang. E deve ter declarado falência e estancado a dor de ser cansada. As duas são, as três, e eu também. Todos somos estes seres cansados. E todos devemos dormir.

Para sempre, como a srta. Del Toboso colocando a perder a discrição que Clarice falava sobre não viver.

Alguma vez, como ela, com suas rosas tatuadas nas costas largas.

Com quem sabe, como a srta. Caufield que pergunta a Saint Sebastian quando as pessoas conhecerão a poesia de seus célebres e dos seus marginais.

Agora, como eu, por fim caído ao chão.

(conto solicitado para projeto de textos).


Continuações

17Jul07

…anotações sobre a tática do complicado mais querendo tender ao desejo.

Não é verdade para mim que a erótica do complexo excede a tática do complicado. Se fosse, seria de uma simplicidade sedutora, definitiva, indiscutível na complexidade de signos e símbolos… eu reclamo às vezes de ter curvas e boca claras, formuladas em palavras e que põem em desvantagem as minhas próprias palavras, às vezes até pronunciadas com espanto, mas é ainda mais no constrangimento que o não significa não. Agora, já um não desesperado – só o primeiro não é simples – imaginem meu pavor de seguir dizendo não, de querer saber como calar meu corpo.
Por outro lado, há o problema com o sim, igualmente complicado e por isso raramente erotizado. Está sempre atrasado. Eu dizia J’ai la marotte d’aimer. J’ai la marotte d’aimer. J’ai la marotte d’aimer. Mas acho que estou errando! Armada não de sedução, mas de proteção, imprudente todavia – da próxima vez eu te pego …


Este blog foi criado há alguns meses pra ser meu escritório, meu chocolate, meu espelho e whatever em minha vida em Buenos Aires.

Refletindo sobre tudo, esta tem sido uma mudança pessoal que significa o abandono. Não sei se definitivo, mas com bastantes riscos de ser assim. Sinto falta de muitíssimas coisas, de escrever inclusive, e de ter esta chispa de provocação para sentir coisas e escrever coisas de uma doçura venenosa de tão profunda, pra mencionar a desconcertante Ana Cristina César. Em alguns momentos quem me acompanha é o Caio Fernando Abreu, e não me cansa, e não me canso, embora muitas vezes eu queria dizer “distante de mim”, pra fazer o abandono mais efetivo.

Março, Abril, Maio, Junho. Aconteceu tanta coisa e no máximo eu cheguei a escrever a uma pessoa muitíssimo querida:

Um dia sentido como ideal, poesia no ar, e exalada na pele, poderia escrever coisas lindas verdadeiramente. Um enlevo de saudade, e de fé. Uma fotografia do sublime, fui eu este dia. Do lado obscuro oculta o tempo que passa, perde-se. Vida.

Eu poderia me encontrar por aí, segura, e dar meia volta num abraço, para ser intensa ou para ser suave, como ambos sou.

e nos demais, me calei ou apenas deixei estar.