passado, passou?
nem tirar fotos das minhas obssessões. um silencioso registro do que atordoa e enleva a alma, esta passageira. talvez a verdadeira amante imposta, a meus sentidos, ou eles também provém desta inesgotável? imposta ao mundo, transportada em mim, este ser assombrado, que destaca as páginas dos eventos para perdê-los e renová-los, e se trouxesse um diário, seria mesmo tal qual bíblia, decifrável sem lógica, e acreditada por temor e esperança…mas meu significado quero sentí-lo todos os dias sem registrar as interpretações até que insatisfação ou percepção, uma ou outra, sejam maiores. É o impulso necessitado, de alcançar hominidade, pelo menos em meio a lobos gentis – escolhidos, separados, feridos e lúcidos. Doer e sentir aproxima-nos; a fraternidade que revolucionaria nossos tempos para relações iguais poderia originar-se daí, quando o absurdo trespassasse cada indivíduo e o tornasse solidário com a nova percepção da realidade que é a construção social de cada um deste anonimo e amorfo nós; e de como cada membro desta coletiva faz sua parte, muitos cegos partidários do absurdo provocado. tento evitar mas tenho derrotas…o sentimento mais puro que preservamos é a ilusão. parece mais coerente este pensamentodo que os relatos dos meus medos. medos e amopres são produtos da primeira ilusão. queria poder esvaziar-me dela, mas uma vez compartilhada, sobrevive ao fim da nossa história; não morrerá. Acho que estou indo muito rápido, quase para uma despedida. mas não para meus lobos.
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