Este blog foi criado há alguns meses pra ser meu escritório, meu chocolate, meu espelho e whatever em minha vida em Buenos Aires.

Refletindo sobre tudo, esta tem sido uma mudança pessoal que significa o abandono. Não sei se definitivo, mas com bastantes riscos de ser assim. Sinto falta de muitíssimas coisas, de escrever inclusive, e de ter esta chispa de provocação para sentir coisas e escrever coisas de uma doçura venenosa de tão profunda, pra mencionar a desconcertante Ana Cristina César. Em alguns momentos quem me acompanha é o Caio Fernando Abreu, e não me cansa, e não me canso, embora muitas vezes eu queria dizer “distante de mim”, pra fazer o abandono mais efetivo.

Março, Abril, Maio, Junho. Aconteceu tanta coisa e no máximo eu cheguei a escrever a uma pessoa muitíssimo querida:

Um dia sentido como ideal, poesia no ar, e exalada na pele, poderia escrever coisas lindas verdadeiramente. Um enlevo de saudade, e de fé. Uma fotografia do sublime, fui eu este dia. Do lado obscuro oculta o tempo que passa, perde-se. Vida.

Eu poderia me encontrar por aí, segura, e dar meia volta num abraço, para ser intensa ou para ser suave, como ambos sou.

e nos demais, me calei ou apenas deixei estar.



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