Continuações

17Jul07

…anotações sobre a tática do complicado mais querendo tender ao desejo.

Não é verdade para mim que a erótica do complexo excede a tática do complicado. Se fosse, seria de uma simplicidade sedutora, definitiva, indiscutível na complexidade de signos e símbolos… eu reclamo às vezes de ter curvas e boca claras, formuladas em palavras e que põem em desvantagem as minhas próprias palavras, às vezes até pronunciadas com espanto, mas é ainda mais no constrangimento que o não significa não. Agora, já um não desesperado – só o primeiro não é simples – imaginem meu pavor de seguir dizendo não, de querer saber como calar meu corpo.
Por outro lado, há o problema com o sim, igualmente complicado e por isso raramente erotizado. Está sempre atrasado. Eu dizia J’ai la marotte d’aimer. J’ai la marotte d’aimer. J’ai la marotte d’aimer. Mas acho que estou errando! Armada não de sedução, mas de proteção, imprudente todavia – da próxima vez eu te pego …



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